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Minuta da reunião do FENPB do dia 24
de novembro de 2008
Participaram da reunião as seguintes
entidades e seus representantes: ABEP - Roberta AZZI, ABRAPEE
- Cristina Joly, ANPEPP - Neuza Guareschi, CFP - Humberto
Verona, FENPB - Mônica Giacomini, que realizou-se na sede
do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-06).
Iniciou-se a reunião sob a coordenação da Secretária Executiva
do Fórum, Mônica Giacomini, agradecendo aos representantes
das entidades presentes e passando a palavra aos participantes.
A pauta foi colocada e justificada a convocação pela necessidade
de se discutir e formalizar todas as ações a serem tomadas
em relação ao Projeto de Lei 3688/2000, cujo relator é o
Senador Flávio Arms, sobre o Psicólogo Escolar e o Projeto
Lei 3512/2008 em relação ao reconhecimento da Psicopedagogia.
Pensando no Psicólogo Escolar, Humberto pontua que é uma
decisão muito importante e que há duas possibilidades: Aceita-se
o PL da forma que está redigido, colocando para o Senador
a necessidade posterior de alteração na redação da lei ou
a segunda possibilidade é optar pelo texto substitutivo.
Tratando-se de um assunto delicado, o CFP expôs que após
discussão com o Sistema Conselhos, não houve consenso e
há uma urgência em qual retorno dar ao Senador. Cristina
expôs que além da discussão sobre PL 3688/2000, há também
a urgência em viabilizar a audiência com o INEP e com a
Nova CAPES cuja finalidade é ouvi-los em relação a uma proposta
de parceria para investigar a influência da atuação do Psicólogo
Escolar na escola, visando uma educação de qualidade, em
virtude da audiência realizada com Ministro da Educação
e a proposta posterior de um retorno. Roberta pontua que
em virtude desta primeira audiência, foi colocada em discussão
a necessidade de um maior esclarecimento por parte do FENPB,
em relação ao trabalho do Psicólogo Escolar e sua atuação
na escola, dada a importância do apoio de todas as entidades
do Fórum por uma questão de interesse da ABRAPEE. A ABEP
por ter sido solicitada pelo CFP para opinar, considerou
politicamente importante a aprovação do PL da forma que
foi aprovado na Câmara, sugerindo diretrizes visando a aceitação
da proposta e o recurso para alteração. Segundo a Cristina,
a ABRAPEE posicionou-se contrária a aceitação do PL com
o texto original, justificando que o trabalho proposto na
redação do mesmo trata-se da mesma política de tratamento
clínico, numa ação conservadora que já existe no SUS, abrindo
assim o espaço para ocupação dos psicólogos clínicos e deixando
que os psicopedagogos ocupem os lugares nas escolas. Esclarece
ainda que o manifesto era uma meta da ABRAPEE desde a plenária
ocorrida no VIII CONPE, onde ficou acordado que seria encaminhada
uma proposta aos governantes. Humberto expôs os pontos positivos
e negativos decorrentes da aceitação ou da não aceitação
do PL e que diante de qualquer posicionamento terá que existir
um plano estratégico com ações, formação de GTs com as pessoas
envolvidas e trabalho a ser feito. Expôs ainda que a posição
do Sistema Conselhos pela não aceitação é minoritária e
que as discussões com o CFP sobre o tema da educação é para
que se aceite o PL e depois de aprovado busque as modificações
necessárias. Fez ponderações considerando que do ponto de
vista político o argumento para se tomar a decisão pela
aprovação do PL com texto original é a inclusão do Psicólogo
na escola, mas corre-se o risco de perder o controle da
situação e não se conseguir reverter o texto original posteriormente
à sua aprovação. Numa outra perspectiva, não aceitar e propor
o texto substitutivo poderá resultar na perda imediata da
oportunidade da inserção do psicólogo dentro das escolas
e na posterior dificuldade na aprovação deste substitutivo.
Cristina afirma que aceitar a proposta é presumir que o
CFP não reconhece a atuação do Psicólogo Escolar e Educacional
e sim a atuação do Psicólogo Clínico, o que extinguiria
a ABRAPEE e os psicólogos escolares. Roberta coloca que
a necessidade de mudança é nas práticas pedagógicas e não
ir contra a proposta do PL. Mônica posicionou que diante
do exposto, não há discordância em relação à função do Psicólogo
na escola e como o texto original não condiz à realidade
desta atuação, fica incoerente haver então a aceitação deste
texto da proposta. Conclui que não há garantia de conquistas
em nenhuma das posições e que a luta da ABRAPEE e o seu
posicionamento deve ter um peso maior em relação à posição
das demais entidades do FENPB por tratar-se da representante
da especialidade em questão. Coloca que se deve pensar nos
profissionais que serão atingidos diante do posicionamento
e não somente nas questões políticas. Desta forma a decisão
deve ser consciente pela dificuldade de reversão do PL,
lembrando também que a seleção e avaliação dos psicólogos,
caso o PL fosse aprovado, seria realizada por psicólogos
clínicos, sem bagagem profissional e teórica no campo da
Psicologia Escolar. Roberta fala que não há discordância
em relação ao ponto de vista colocado, mas que o objetivo
de aceitar o PL é ampliar o foco da Psicologia além da saúde,
assim conseguindo a entrada dos psicólogos com o objetivo
de ganhar forças para atuar nas diversas áreas. Cristina
assume uma posição baseada em princípios que regem a Psicologia
Escolar e a própria ABRAPEE. Seu posicionamento revela que
não deseja que o espaço dentro da escola seja ocupado por
psicólogos clínicos como conseqüência direta da aprovação
do PL. Esclarece que a forma de trabalho da Psicologia Escolar
é com a explicitação das referências em parceria com a educação
e junto à comunidade, sendo realizado um trabalho pontual.
Expôs ainda, que as experiências da Psicologia Escolar,
no cenário mundial, está muito à frente das do Brasil. O
momento atual, tendo o senador apoiando a existência de
um psicólogo dentro da escola é a oportunidade de tomar
conhecimento da forma que o profissional é visto dentro
da mesma pelos governantes, e que dentro do Sistema Conselhos
a psicologia clínica é mais evidente e tem maior apoio do
que a educacional. Neuza retoma o texto na íntegra e constata
que as propostas são inadequadas às propostas dos profissionais,
que é necessário ampliar o espaço para a psicologia escolar,
desmistificar a não validade do trabalho do Psicólogo Escolar,
assim como foi feito com a Psicologia Clínica. Deve haver
o cuidado para que não aconteça como quando se inseriu a
Sociologia e a Filosofia no Ensino Médio e o psicólogo não
foi lembrado, partindo da pressuposição de que a psicologia
já se encontrava inserida na escola. Propõe encaminhar uma
proposta que englobe todas as pretensões da Psicologia em
relação à atuação da Psicologia Escolar. Humberto comenta
sobre uma audiência pública ocorrida sem a participação
da psicologia por questão do desconhecimento da realização
da mesma, tendo sido informado por profissionais do Serviço
Social no dia anterior à audiência. Cristina lembra que
há muitos psicólogos fazendo o curso de Psicopedagogia para
conseguir trabalhar nas escolas. Fala ainda do interesse
do Ministro da Educação pela atuação da Psicologia quando
tomou conhecimento da proposta de trabalho do Psicólogo
Escolar. Lembra ainda que aprovar o texto original do PL
como está implicará em um posterior questionamento do motivo
da alteração, sendo que houve apoio por parte da Psicologia
para que fosse inicialmente aprovado. Humberto fala da possibilidade
política da abertura para a inserção do psicólogo na escola
para compensar a exclusão da Psicologia do currículo do
Ensino Médio. É lembrado ainda que a luta pela inclusão
da Psicologia no Ensino Médio teve grande articulação, tendo
sido uma luta pela inclusão do conteúdo mesmo sendo contra
a prática. De acordo com Roberta, a ABEP mantém sua posição
de aceitar o PL com texto original, mas concordará com a
decisão do coletivo. Questiona quais as ações que a ABRAPEE
tem para sustentar o apoio ao PL com substitutivo. Defini
por apoiar o PL com substitutivo e enviar essa posição ao
Senador Flávio Arns. Cristina informou que na reunião de
diretoria da ABRAPEE foram apresentadas propostas para encaminhamentos
de ações propositivas e que aguarda o apoio do FENPB para
dar continuidade. Afirma a necessidade da solicitação da
audiência com o Senador Flávio Arms para discussão do PL.
Fala também da necessidade de contato com os assistentes
sociais para saber o posicionamento destes. Humberto propõe
que a ABRAPEE encaminhe as propostas sobre um planejamento
estratégico para apoiar o PL com substitutivo para a coordenação
do FENPB para que coloque em discussão pela ANPEPP, ABEP,
CFP e FENPB. Quanto à audiência com INEP e Nova Capes, ABEP
apresentou propostas para ampliar as possibilidades de parceria.
Todos concordaram que as entidades presentes participem
das audiências a serem agendadas ainda para dezembro. A
ABEP solicita que sejam analisadas as propostas de ações
descritas no documento que apresentou no âmbito do FENPB.
Roberta posiciona-se sobre a sugestão da formação de GT
sobre a educação dentro do FNPB e que todas as entidades
estejam juntas na elaboração de um projeto de ação pela
Psicologia na Escola. Propôs também que a reunião de março
do FENPB seja realizada em dois dias para ampliar a discussão.
Neuza sugere que seja elaborado, texto informativo e distribuído
previamente a todas as entidades para melhor direcionar
a discussão. Encaminhamentos deliberados:
1 - Apoiar o texto substitutivo ao
PL 3688/2000 e apresentar uma proposta de ação estratégia
para tal apoio bem como uma campanha contra a aprovação
do PL 3512 da Psicopedagogia;
2 - Agendar Audiência na Nova Capes
e INEP, se possível em mesma data e com presença do CFP/ANPEPP/FENPB/ABRAPEE
E ABEP;
3 - Discutir os pontos apresentados
no documento levado ao Ministro da Educação na próxima reunião
do FENPB.
Ao final da reunião, a secretária
executiva do FENPB - Mônica agradeceu a presença e a participação
de todos.
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